segunda-feira, 8 de março de 2010
Ivo Morais substitui Juan Murré
I Divisão até à última
Em Setúbal mora uma armada Argentina de grande nível. Todos os anos o clube do Sado vira-se para o continente sul-americano e vai buscar jogadores de grande nível, referenciando alguns: Marcus Zavaleta (centro), Augustin Zavaleta (abertura), Andres Odstrcill (médio), EmilianoFlorentin (asa) são apenas alguns dos jogadores de grande qualidade que por esse clube passaram. Este ano o clube de Setúbal começou mal e as coisas ainda podem descarrilar. Com 5 pontos de diferença do Cascais o Vitória vê-se obrigado a ganhar os dois jogos que lhe faltam. só assim poderá ambicionar a fase final e certamente uma subida de Divisão.
O clube de Cascais encontrou os bons resultados neste ano. Conrad Stickling, Phillip Kellerman e ainda muitos outros jogadores como Louis Ackerman (pilar), trouxeram outro dinamismo à equipa da Guia que entrou neste campeonato como o principal candidato ao título. A arma desta equipa acaba por ser o pack avançado. Forte, disciplinado e bastante experiente este grupo de 8 jogadores têm ganho muitos jogos. Mas nem só de experiência é feito o pack. Juvelino Tavares, Francisco Sousa e Sebastião Van Zeller são os mais novos na equipa e foram recentemente chamados para os trabalhos da selecção sub-21.
No alentejo mora uma equipa histórica em Portugal. O CR Évora está este ano num período de altos e baixos. Tanto fazem uma grande exibição, como em Arcos vencendo o clube da terra por 8 a 3, como deitam tudo a perder. A evolução do clube depende de muitos jogadores que por força maior vêm para Lisboa, estudar ou trabalhar. Contudo a formação está a dar fruto e recentemente apareceu um jogador ainda sub-20 a dar que falar naquele clube. O mesmo jogador jogou pelos seniores e já marcou vários ensaios.quarta-feira, 3 de março de 2010
Taça de Portugal: Meias- finais.

Tal como era de prever, os principais emblemas nacionais qualificaram-se problema de maior grau: O CDUL superou o Cascais, a Académica e o Montemor; o Belenenses conseguiu uma confortável vitória nas Olaias e teve uma vitória mais sofrido frente ao CRAV; a equipa de Monsanto venceu um aguerrido Vitória e o Benfica. 


terça-feira, 2 de março de 2010
Um olhar aos pontos

Portugal tem duas finais pela frente. Espanha e Roménia são as selecções às quais “os Lobos” terão de vencer para se manterem as pretensões de apuramento para o mundial.
Após uma inicio de competição negro, onde se perdeu nos dois confrontos directos frente à Rússia e à Geórgia, a selecção Portuguesa conseguiu arrancar a maior vitória de sempre em termos pontuais. 69 pontos marcados na Alemanha estabelecem um novo recorde de pontos em jogos da selecção Portuguesa.
Pedro Cabral, Frederico Oliveira, Gonçalo Foro, Joe Gardener, João Correia, Vasco Uva, Francisco Fernandes, Diogo Mateus e Pedro Leal foram os autores de todos os pontos nesse jogo, entrando directamente para a história. Para a história fica principalmente o ponta do CDUL, Frederico Oliveira, que se estreou a marcar pelo XV nacional, logo com 3 ensaios.
Com esta vitória a moral portuguesa aumentou bastante para o encontro frente aos Espanhóis, que ao contrário do que muitos prevêem, não será nada fácil. A selecção do país vizinho encontra-se moralmente em baixo, após a derrota contra a Geórgia, que ditou o afastamento do Mundial, mas um jogo contra Portugal é sempre um bom tónico para aumentar o ego.
Espera-se pontaria afinada de Pedro Cabral e Joe Gardener, sem esquecer Pedro Leal, e ainda destreza e magia no ataque tal como no jogo frente à Alemanha. Coisa que não tem sido o ponto forte nacional.
Em 8 jogos os jogadores nacionais não marcaram mais de 98 pontos em chutos aos postes. Coisa pouca quando temos jogadores como Pedro Cabral, Pedro Leal, Duarte Cardoso Pinto e, mais recentemente, Joe Gardener. Só os primeiros 3 jogadores contam mais de 370 pontos em conversões e penalidades em 10 jornadas do Campeonato Nacional. Se fizermos uma média de pontos por jogo do Campeonato Nacional e da “European Nations Cup” temos:
Rapidamente se percebe que a pontuação dos jogadores na “ENC” não está nem perto daquela que os tem acompanhado ao longo do campeonato Nacional. Isto apesar de Portugal estar em 2º lugar na tabela de mais penalidades convertidas e ensaios transformados.
Por outro lado, a nível de ensaios a coisa parece já correr melhor. Apesar de sermos a 3ª equipa com mais ensaio marcados (23) ainda estamos muito distantes da Geórgia que já conseguiu ir por 39 vezes (!) à área de ensaio da equipa adversária. A Rússia tem apenas mais um ensaio que Portugal e curiosamente é (dos 4 primeiros) aquela que mais ensaio sofreu: 15. Portugal, Roménia e Geórgia apenas sofreram 9.

É no entanto nas faltas que Portugal mais sofre. Em 8 jogos Portugal já sofreu 51 pontos devido às faltas. Estes 51 pontos representam quase metade dos pontos sofridos por Portugal (114). Não fossem estas faltas e Portugal poderia já estar qualificado para o Mundial.
Percebe-se agora quando Tomaz Morais tanto fala das faltas no meio campo português. É também por aí que Portugal tem que melhorar e se se quer manter o sonho do apuramento vivo terá que se tomar precauções já nos próximos jogos frente à Espanha (13 de Março - Madrid) e Roménia (21 de Março - Lisboa).
segunda-feira, 1 de março de 2010
Treinos de Sevens
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Apesar de muitos já contarem com internacionalizações na variante de VII não passou despercebido a pouca rodagem da maior parte dos jogadores chamados para um torneio deste nível.
Mas a grande novidade vai para a presença de jogadores como Francisco Apletton (ponta - CDUL), Diogo Dória (2ª/3ª linha - Técnico), Henrique Morato (centro - Belenenses), Manuel Santos (Defesa - Direito), João Ventosa (centro/ponta - Benfica) e Rodrigo Verdes (ponta - Setúbal) que apesar de serem jogadores com idade de sub-21 já jogaram pelos seniores dos respectivos clubes (alguns estão mesmo no plantel sénior). Estes jogadores são todos internacionais das camadas jovens e têm vindo a representar Portugal ao mais alto nível. Muitos deles eram internacionais sub-21 quando ainda jogavam pelos sub-18.
Manuel Costa, Veltioven Tavares, Bernardo Silveira e António Vieira de Almeida (todos internacionais em VII) juntam-se a lista de jogadores ainda sub-21, que integram os trabalhos da selecção.
Outros jogadores à espera de uma chamada são Fernando Costa Duarte, Afonso Sousa, Francisco Cabral, Nuno Penha e Costa e José Guerreiro. Neste grupo Francisco Cabral, que vem a realizar boas exibições, faz a estreia. Depois de integrar os trabalhos da Selecção durante os jogos de preparação do Torneio Europeu das Nações (jogou frente aos Expats), o jogador do Belenenses volta a receber uma oportunidade de Tomaz Morais e Pedro Netto.

Dos 12 jogadores convocados para os primeiros dois torneios do Circuito Mundial (Dubai e na África do Sul) apenas Diogo Gama falha a chamada para os treinos.
Nesses torneios as exibições portuguesas foram melhorando de jogo para jogo e ficou a ideia de que com mais jogos nas pernas “os lobos” podiam ir longe. Apesar de se terem ganho apenas 4 jogos, num total de 11 nos dois torneios, a verdade é que se defrontaram as melhores selecções mundiais e os resultados não foram negativos.

Taça de Portugal - 3ª Fase
Com apenas um jogo por se concretizar da fase de grupos da Taça de Portugal (Agronomia contra CDUP), estão quase definidas as classificações dos grupos.
Apesar de muitos jogadores não poderem actuar nesta competição, por força da sua utilização para os jogos da selecção portuguesa, os resultados não fugiram ao esperado com a excepção de um ou outro que deram lugar a surpresas.
Clubes como a Lousã e o CRAV conseguiram ultrapassar históricos da Divisão de Honra, o Vitória de Setúbal (que vem a investir muitos na secção de rugby) conseguiu jogar de igual para igual frente ao campeão nacional, o Dramático de Cascais mostrou que ainda aguenta 40 minutos frente aos melhores de Portugal e o Montemor (único clube da II Divisão) não se portou mal.
Os principais candidatos a vencer os grupos conseguiram-no de forma regular. Agronomia, CDUL, Belenenses e Direito vão-se defrontar na principal Taça do novo modelo. Com muitos jogadores menos rodados, alguns ainda sub-21, utilizados no XV titular, os 4 grandes conseguiram provar que a sua formação está a dar resultados. Contudo os jogadores, da equipa sénior, menos utilizados no XV titular durante o campeonato precisam de minutos nas pernas para poderem render mais.

Na segunda Taça (Taça BOWL) Académica e Benfica aparecem como principais candidatos. Contudo CRAV e Lousã já deram provas que sabem ganhar aos clubes da Divisão de Honra e vão querer ir o mais longe possível nesta prova. Os dois clubes da I Divisão atingem esta Taça com muito mérito. São os principais candidatos à subida de Divisão nesta época e os jogos frente aos grandes (Belenenses e Agronomia) mostraram que estes clubes podem fazer estragos, nomeadamente a melêe do CRAV.

Para a terceira Taça reservam-se também bons jogos. Técnico e CDUP* são as bandeiras desta Taça, enquanto Cascais e Setúbal tentam subir mais alto. Se o Técnico, o CDUP e Cascais são clubes que detêm um passado de glórias (já conquistaram a Taça de Portugal no passado), o Setúbal pode nesta 3ª fase da competição atingir uma vitória histórica e quem vê o clube do Sado como um outsider pode-se muito bem enganar. Os jogadores Argentinos deste clube são realmente bons atletas que fazem a diferença num jogo.

O Montemor que deu a cara em todos os jogos, marcando inclusivamente 25 pontos contra um clube da Divisão de Honra, acaba por sofrer com a desistência de três clubes da Taça. Nestas condições a aventura do clube alentejano na Taça de Portugal termina.

Terminada a 2ª fase da Taça de Portugal, forma disputados 14 jogos (falta 1) e só por cinco vezes é que a diferença de 30 pontos foi alcançada ou superada.
Belenenses, CDUL e Direito nunca superaram a marca dos 30 pontos contra clubes de Divisões inferiores:
- Belenenses – CRAV (28-6)
- CDUL – Cascais (29-0)
- Montemor – CDUL (3-29)
- Direito – Setúbal (38-27)
Foi produtiva esta fase da "nova" Taça da Portugal. Se Agronomia, CDUL, Belenense e Direito estrearam jogadores sub-21 e experimentaram novos jogadores, os outros clubes jogaram quase na máxima força. Académica e Benfica, tiveram jogos bastante equilibrados contra Cascais e Setúbal, enquanto CDUP e Técnica perderam os seus jogos frente aos da divisão inferior. Estes resultados mostram o equilíbrio entre os últimos 4 classificados da Divisão de honra e os primeiros 5 classificados da I Divisão (Setúbal está em 5º lugar da I div.). Em 4 jogos disputados entre estes clubes, as vitórias dividiram-se: 2 para a Divisão de honra (Académica e Benfica) e 2 para a I Divisão (Lousã e CDUP)
- Cascais – Académica (10-30)
- CRAV – Técnico (17-13)
- Lousã – CDUP (13-3)
- Setúbal – Benfica (3-6)
Se formos relacionar os jogos dos 8 clubes contra os mesmos adversários temos:

O equilíbrio é notório entre os clubes com uma pequena excepção relativamente à Académica, que, de todos, parece ser aquele que mais se aproxima aos 4 grandes.
Sondagens (barra lateral):
- Após a fase de grupos da Taça, concorda com uma nova edição da Taça igual a estes moldes para o ano de 2010/11?
- Como qualificaria a diferença entre os 4 últimos da Divisão de Honra e os 5 primeiros da I Divisão?
domingo, 21 de fevereiro de 2010
XV da Década 2000/2010
Já são conhecidos os jogadores mais votados pelos leitores para o XV da década de 2000 a 2010. Numa iniciativa que levou mais de 1 mês foram colocados, à disposição dos leitores, vários jogadores que representaram a selecção nacional de XV durante os últimos anos nas mais diversas competições.
Naquela que foi certamente a melhor década do rugby português conseguiram-se feitos inéditos:
- Conquista do Torneio Europeu das Nações em 2003/04;
- Qualificação para o Mundial de 2007;
- Jogo contra os Barbarians em 2004 para celebrar os 100 anos de rugby em Portugal (resultado final: 34-66)
Assim, os jogadores eleitos para integrar o XV da Década 2000/2010 foram:
Nº1 – Joaquim Ferreira
Nº2 – Paulo Silva
Nº3 – Rui Cordeiro
Nº4 – Marcelo D’orey e Nº5 – Gonçalo Uva
Nº6 – Paulo Murinello
Nº7 – Vasco Uva
Nº8 – António da Cunha
Nº9 – Luís Pissarra
Nº10 – Duarte Cardoso Pinto
Nº11 – Pedro Carvalho
Nº12 – Diogo Mateus
Nº13 – Miguel Portela
Nº14 – David Mateus
Nº15 – Pedro Leal
Banco de suplentes:
Nº16 – Christian Spachuck
Nº17 – João Correia
Nº18 – David Penalva
Nº19 – João Uva
Nº20 – Juan Severino
Nº21 – José Pinto
Nº22 – Gonçalo Malheiro
Nº23 – Rohan Hoffman
Foram muitos os bons jogadores a ficarem de fora. Jogadores como António Aguilar (que é o melhor marcador de ensaios em Portugal) e Frederico Sousa (jogador polivalente capaz de cumprir com rigor cada posição na linha de três-quartos), ou até Diogo Coutinho, Salvador Palha, Henri Berg, Pedro Vieira, Lourenço Andrade, entre outros...
A verdade é que entre os jogadores escolhidos constam os que mais marcaram o Rugby Nacional. Gonçalo Malheiro, Luis Pissarra, António da Cunha e Joquim Ferreira sãos os únicos portugueses com jogos pelos Barbarians, e constam nos 23 (sendo que 3 estão no XV titular). Duarte Cardoso Pintos e Gonçalo Malheiro são os jogadores com mais pontos pela selecção e estão nos 23.
Por outros lado, Pedro Carvalho e Rui Cordeiro que marcaram os ensaios mais importantes e simbólicos do rugby nacional estão entre os XV escolhidos. Pedro Leal, que juntamente com Diogo Mateus e David Mateus, tem sido dos jogadores mais usados por Tomaz Morais desde anos para cá, está merecidamente no XV. Marcelo D'orey e Gonçalo Uva, representam o peso, a altura e a força de uma segunda linha muito equilibrada e diversificada.
Diogo Mateus e Miguel Portela formam aquela que é certamente a melhor dupla de centros de sempre do país... e estão no XV. Paulo Murinello, que personificou a placagem à portuguesa (atacar os joelhos, de cima para baixo) é o rosto da garra e da coragem de uma asa, num Xv representante de uma década.
São grandes jogadores estes escolhidos pelo público e esta é certamente uma grande equipa.























